sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ganhando massa muscular

Há jovens que passam horas na academia, mas reclamam que não estão alcançando os resultados desejados. Antes de se desesperar e fazer mais exercícios do que deve, uma consulta ao médico pode determinar se existe alguma disfunção hormonal, metabólica ou de tireóide, o que poderia influenciar no ganho de massa muscular.

Descartada essa hipótese, o preparador físico Carlos Sacarpi afirma ser importante ter disciplina e manter uma rotina de alimentação:

Fazer cinco refeições regulares, ao longo do dia, é fundamental para quem quer ganhar definição.

Para Sacarpi, o aluno na academia deve trocar os refrigerantes por água ou chás, que contêm antioxidantes. Açúcar também deve ser evitado, bem como as bebidas alcoólicas. Assim, afasta-se um alto teor de calorias da dieta e as chances de retenção de líquidos. Outra dica tem a ver com suplementos. Antes de tomá-los, é importante consultar um especialista.

Muitas pessoas começam a tomar shakes sem ter um treino muito puxado, o que pode levar ao aumento da massa gorda, diz Sacarpi. Para ele, o ideal é manter um ritmo harmônico na sua alimentação e nos exercícios, evitando excessos e priorizando a vida saudável.

Confira os alimentos que não podem faltar no seu prato, na opinião do especialista:

1- Proteínas: o alimento número um dos atletas pode ser encontrado em carnes, leite e derivados, soja e cogumelos, por exemplo. Mas não exagere na dose, pois em longo prazo podem aparecer problemas nos rins e fígado.

2 - Carboidratos: procure alimentos que contenham carboidratos complexos, os quais o organismo absorve de forma mais lenta. Entre eles, arroz, massas e legumes. “Fuja do pão de forma branco, pois não é rico em nutrientes, nem fibras, e ainda prejudica a digestão”, diz Sacarpi.

3- Gorduras: Nem toda gordura é considerada prejudicial para o organismo. As gorduras insaturadas, ou “boas gorduras”, fornecem energia para o corpo e ajudam a diminuir o LDL, o colesterol ruim. Alimentos como azeite extra-virgem, abacate, castanhas, peixes, e óleos de soja, milho e girassol devem fazer parte da sua dieta.

4- Fibras e vitaminas: Para uma digestão eficaz, as fibras não podem ficar de fora do seu prato. Também as vitaminas, que, além de melhorar o rendimento muscular, podem ser encontradas em quase todos os alimentos.

Cardápio nove meses!

A gravidez é um período especial para toda mulher. Além de carregar na barriga o sonho de ter filho durante nove meses, as futuras mães precisam cultivar determinados hábitos alimentares que ajudam a proporcionar o nascimento de uma criança saudável. De acordo com especialistas, fumo e bebida alcoólica são, definitivamente, proibidos. “Como não existe limite seguro para a ingestão de álcool, prefiro recomendar o consumo zero”, diz a nutricionista Débora de Oliveira.

Durante a gestação, uma mulher não precisa “comer por dois”, nem dobrar a quantidade de calorias de sua dieta regular. Às pacientes que estão com o peso ideal logo no começo da gravidez, a nutricionista costuma sugerir um cardápio com entre 300 e 500 calorias adicionais. O objetivo é suprir as novas demandas de energia, que surgem com a necessidade de auxiliar no desenvolvimento do bebê e nas mudanças que ocorrem no corpo feminino. Entre elas, a formação da placenta, o aumento de tamanho do útero e do volume sanguíneo.

Ainda que com a alimentação adequada, é comum os médicos receitarem às gestantes um suplemento vitamínico, o qual atua em conjunto com os nutrientes absorvidos na comida.

Confira substâncias e vitaminas que entram na dieta das gestantes e algumas das formas pelas quais elas ajudam o organismo.

Ferro: é necessário para que a mulher dê conta do aumento do volume de sangue no corpo. “O volume aumenta para levar oxigênio ao feto e lhe oferecer nutrientes. O ferro é encontrado em feijões e carnes”, explica Débora.

Ácido Fólico (também conhecido como Folato): reduz o risco de má formação fetal e aborto espontâneo. Presente no espinafre, brócolis, couve, rúcula.

Vitamina C: auxilia na absorção do ferro, garantindo que uma quantidade maior da substância seja usada na produção de células vermelhas do sangue. A vitamina é encontrada em frutas cítricas, como limão, abacaxi, laranja e morango.

Cálcio: segundo a nutricionista, importante principalmente a partir do terceiro trimestre de gestação, quando se dá com mais força a formação de dentes e ossos.

Selênio: potente antioxidante, defensor do organismo contra a ação de radicais livres – toxinas liberadas pelo organismo diante de estresse, poluição e consumo de tabaco, por exemplo. Encontrado em oleaginosas, como castanhas, nozes, amêndoas e avelãs, além de carnes e peixes.

Zinco: garante reserva de nutrientes da mulher e a qualidade do leite na amamentação. Ajuda na formação de células nervosas e do DNA. Encontrado em carnes, oleaginosas, gérmen de trigo, peixes e frutos do mar.

Proteínas de origem animal: encontradas em carnes e peixes. Ajuda na formação de órgãos e tecidos. Importante para a composição da placenta, por exemplo.

Gordura trans

Conhecida como a vilã do organismo, a gordura trans está cada vez menos presente em nossa alimentação. A boa notícia surgiu da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), que em novembro de 2010 decidiu prorrogar por mais três anos o Fórum da Alimentação Saudável, que, em 2007, havia estabelecido metas para redução de gordura trans nos alimentos servidos no Brasil. Mesmo assim, é preciso desconfiar: um sabor acentuado e crocante pode conter gordura trans.

Apesar de ter origem na gordura vegetal, que não traz riscos para a saúde, a gordura trans passa por um processo de hidrogenação que a torna perigosa, pois além de aumentar os níveis de colesterol no sangue, ela ainda diminui as taxas de HDL, também conhecido como bom colesterol.

Para comer melhor, vale promover trocas

O médico Ricardo Abdo informa que é preciso ficar de olho no Selo de Aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, pois só assim o consumidor poderá evitar comprar produtos que prejudiquem o corpo. Por isso, fique atento antes de consumir alimentos prontos industrializados, principalmente os que têm margarina, como bolos e pães, leite e derivados, e frituras em geral na composição.

Na hora das compras, prefira alimentos naturais ou certificados, e saiba fazer trocas. Prefira o milho à pipoca de microondas, ou biscoitos integrais aos recheados. Na rua, evite alimentos fritos com óleo de procedência desconhecida, como os salgadinhos.

Sódio nos alimentos

A cena é comum no cotidiano de muitos brasileiros. A pessoa sai de casa cedo. Passa o dia inteiro no escritório. Participa de reuniões, pensa em um projeto inovador para vencer a concorrência, fica estressada diante de prazos curtos e, depois do expediente, ainda passa no banco para pagar a conta de luz e do aluguel. Em algumas situações, emenda na aula daquele curso fundamental para a carreira.

Ao voltar para casa, às dez da noite, precisa preparar o jantar. Lava os alimentos, corta, faz a salada, cozinha os legumes, assa a carne. Que nada. É difícil dar conta. Por isso, a agenda cheia de compromissos tem levado cada vez mais indivíduos a preferir comprar alimentos semiprontos, no supermercado, com objetivo de economizar tempo.

Um dos maiores vilões de itens como nuggets, hambúrgueres e lasanhas disponíveis nas prateleiras é a alta concentração de sódio. O elemento é usado não apenas para promover o paladar da comida, mas na conservação dos produtos.

A nutricionista Renata Kutwak diz que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de uma quantidade diária entre 5 e 6 gramas. No entanto, a média no país está em 12 gramas ao dia, por pessoa. “É preciso atenção até mesmo às linhas light. Embora elas contenham menos sódio do que as tradicionais, a quantidade ainda é grande”, aponta a especialista.

Ela cita uma pesquisa realizada no ano passado pelo IBGE, que envolveu produtos como caldo de galinha e temperos prontos de alho e peixes. No geral, a presença de sódio e outras substâncias químicas estava 74% acima do aceitável. “Em excesso e no contato com a mucosa do estômago, o sódio pode aumentar as chances de câncer no órgão. Em longo prazo, é capaz de gerar também retenção de urina, problemas renais e de circulação”, explica Renata.

Para driblar os excessos

A nutricionista percebe que muitas pessoas consomem alimentos semiprontos como um hábito. Em sua opinião, o mais correto seria tê-los à mão nos casos de urgência. Para que todo dia não seja uma nova urgência, vale se planejar. Separe a noite de um dos dias da semana para preparar os alimentos. Ou, se não tiver mesmo paciência para a tarefa, contrate uma cozinheira que faça isso por você. Com mais organização, confira algumas dicas de Renata para aproveitar melhor alimentos saudáveis e conservá-los por um tempo maior:

A técnica do branqueamento: ferva água. Coloque os legumes dentro da panela e deixe cozinhar por cerca de cinco minutos. Interrompa o processo. Em seguida, ponha os legumes em uma bacia com água gelada e gelo. Depois de cinco minutos, armazene os alimentos no congelador. Eles são conservados com qualidade durante um mês.

Carne e frango: fatie as peças e armazene no freezer. Ficam conservadas durante três meses.

Polpa de frutas: se você gosta de preparar sucos, mas as frutas acabam estragando na geladeira, compre a polpa de fruta congelada.

Folhas Secas: compre um secador de alface, encontrado em lojas de utensílios para casa. Faça a higienização das folhas, remova o líquido no secador e guarde em um recipiente. Serve também para rúcula, agrião, entre outras. Na geladeira, conserva os alimentos por uma semana.

Molhos: molhos prontos contêm altos índices de sódio. Compre alecrim, manjericão, salsa ou orégano, por exemplo. Em sua versão desidratada, também entram na lista. Uma opção é misturar com iogurte, para temperar a salada.

Enlatado x congelado: legumes enlatados são ricos em sódio. Se não for preparar em casa, prefira os pacotes dos congelados, que se conservam com a técnica do branqueamento, nesse caso aplicada em escala industrial.

Praticando exercícios

Antes de ir para o trabalho, logo cedo, algumas pessoas ainda não têm disposição para a prática esportiva. Depois do expediente, estão cansadas por causa das tarefas realizadas durante o dia. Nesse ritmo, os exercícios acabam dispensados. Todavia, quem quer preservar a saúde e manter a boa forma, encontra sempre alternativa. Uma das principais opções é a hora do almoço, dividindo o período entre a refeição e a ginástica.

De acordo com a nutricionista Mércia Sprong, da clínica Fitotraining, se uma pessoa tem apenas uma hora de almoço, é importante reservar, pelo menos, vinte minutos para saborear o prato. Comer rápido pode levar ao sentimento de queimação no estômago ou azia. A mastigação mal feita prejudica a digestão.

A fisioterapeuta Lara de Marchi diz que alguns estudos apontam que os melhores horários para exercício são por volta das 10h e, depois, em torno das 16h. É quando, em suas palavras, o corpo está no “auge da produção geral”, com a frequência cardíaca e respiratória em um bom ritmo e o metabolismo mais acelerado.

Isso não significa que não possamos fazer exercícios em outros horários, principalmente no caso das pessoas que vivem a rotina de oito horas ou mais de trabalho. “Alimentar-se bem, hidratar-se, acostumar-se ao treino, dormir bem e não ter bebido na noite anterior ajuda”, ressalta Lara.

Confira algumas dicas para melhorar o seu desempenho na academia, sem se descuidar da saúde, ao se exercitar na hora do almoço:

Treino e almoço ou almoço e treino?: sim, a ordem dos fatores altera o produto. Primeiro, cumpra os itens da sua lista de exercícios. Depois, a lista do cardápio. A comida vai suprir a necessidade de carboidratos e proteínas do organismo, após a atividade física.

Lanche antes do treino: não parta para a academia sem fazer um lanche antes. “Fazer exercícios em jejum é a pior escolha”, destaca Mércia. Se o seu desejo for perder peso, a nutricionista explica que as moléculas de carboidrato ajudam a ativar o metabolismo da queima de gordura. Se o objetivo é ganhar massa muscular, as moléculas oferecem energia para a contração do músculo e o fazem crescer. Uma ingestão equilibrada dos nutrientes é fundamental. Malhar em jejum também pode causar mal-estar.

Ficando forte: por exemplo, homens que frequentam a academia para ganhar massa muscular podem investir em um lanche com pães e torradas, embora nem sempre eles precisem ser integrais. Isso se deve ao fato de que, em seu tipo de atividade, o músculo demanda energia rapidamente. Para incrementar o sabor dos alimentos, a sugestão é mel ou geleia. Incluem-se aí também frutas. A quantidade não deve ser grande a ponto de gerar indisposição para o exercício, nem se tornar, de uma forma geral, prejudicial à pessoa.

Perdendo peso: no caso do lanche de mulheres que desejam perder peso, os alimentos com fibras e integrais são mais interessantes. As fibras fazem com que a glicose seja liberada aos poucos no sangue, podendo ser usada de maneira gradual, conforme a necessidade do exercício.

Ao ar livre: se você usa a hora do almoço para correr em parques ou no calçadão da praia, é preciso ter maior cuidado em dias mais quentes. Em alguns casos, vale trocar o horário do exercício. Muitas vezes, o ar seco e abafado dá a sensação de que a musculatura pesa mais rápido, acarretando desconforto. Também é mais frequente a desidratação.

Contra câimbras: no organismo, além da falta de potássio, presente em alimentos como banana, a redução dos níveis de magnésio também favorece as câimbras, aponta Lara. A substância pode ser encontrada, principalmente, em vegetais da cor verde-escura, como couve, rúcula e brócolis.